Esse pequeno trecho do começo do livro ganhou a minha confiança e a minha vontade de lê-lo até o fim por que eu, simplesmente, não sei lidar com pessoas que aparecem no ambiente de trabalho querendo estreitar os laços de amizade ainda inexistentes, demonstrar uma intimidade inapropriada e ser “amiguinho de infância” de todo mundo e, o pior de tudo, ser bonzinho. AH! Como eu detesto gente boazinha...
Se, por um acaso você faz grandes amigos no ambiente de trabalho, que bom para você! (Eu mesma tenho amigos valiosíssimos cuja o meu primeiro relacionamento foi profissional). Mas, esse não é o seu objetivo lá. Você está lá para trabalhar, para produzir, para vender a sua força de tralho e ‘ponto final’.
Para as pessoas que acham que todos tem que ser ‘amiguinhos’ no trabalho eu coloco dois pontos de vista.
- Achar que todo mundo é “amiguinho” é um desprezo ao ambiente profissional, por que você demonstra que para você os resultados e os assuntos profissionais são menos importantes que as relações pessoais;
- E é acima de tudo um desprezo às verdadeiras amizades que, antes de tudo, levam tempo para serem formadas. Você precisa viver histórias com uma pessoa antes de chamá-la de amigo e o fato de sentar junto e trabalhar não entra neste rol de vivências.
Exupery com certeza concordaria comigo neste ponto:
- (...) Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
Capítulo XXI – O Pequeno Príncipe
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