"...e, já que não podemos nos manter sem Vós,
não nos negueis o Vosso socorro,
mas conduzi-nos para tempos mais felizes..."

Quem sou eu

Minha foto
"Eis o melhor e o pior de mim: o meu termômetro, o meu quilate. Vem, cara, me retrate. Não é impossível eu não sou difícil de ler. Faça sua parte. Eu sou daqui, eu não sou de Marte. Vem, cara, me repara, não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim. Só não se perca ao entrar no meu infinito particular..."

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Capítulo 3 - O FACÃO

Uma vez tomada a decisão, eu teria que me lançar ao último e mais difícil exercicío que era o desatar os atuais laços, soltar a corda e me lançar novamente em alto mar levada pelo vento forte das mudanças.

E a gente só tem certeza que fez a escolha certa quando mesmo tendo que realizar essa difícil tarefa, sem saber direitos os passos certos, exposta aos revezes do tempo e sozinha em mares nunca d'antes navegados, a gente acorda, respira fundo e faz tudo assim, com a frieza de um cirurgião, a pontaria de um atirador de elite e a concentração de um jogador de xadrez, tudo para terminar a tarefa no melhor tempo e atingindo o melhor resultado possível.

Dar retorno às outras oportunidades não escolhidas; se desligar do emprego atual; se despedir dos amigos do trabalho; dar a notícia nova para os velhos camaradas e aos familiares, também acompanhada da sua dose de explicação; cumprir os devidos rituais de papeladas e encarar que logo, logo, a rotina ia ser absolutamente diferente e que esse dia poderia ser realmente o último vivido daquele jeito.

Em ano de olimpíadas esses desafios podem parecer muito inspiradores e até naturais, porém, para não passar portas que uma vez fechadas não se abrem mais é preciso de uma boa dose de coragem e muita fé e a vontade de se fazer o que se tem de melhor logo na primeira vez.

É um pedacinho da gente que fica para trás e saber deixá-lo lá é quase uma arte.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Capítulo 2 - A BALANÇA

O objetivo fixado era voltar para Campinas e dentro desse objetivo logístico eu tinha duas opções profissionais: continuar na área de TI ou partir de vez para a área administrativa/gestão/recursos humanos num movimento de volta às origens que me permitiria caminhar para um sonho antigo; que às vezes adormece, às vezes acorda mas que está sempre comigo; de ser mais empreendedora, dona do meu negócio e do meu nariz, sem ficar á mercê dos humores dos patrões e da eterna dúvida dos assalariados que é sobre o salário do mês seguinte.

Como quem tem dois não tem nenhum, resolvi atuar em três frentes. É, essa conta não bateu mas é por que eu não poderia deixar de considerar o meu emprego atual como uma opção, seria uma questão de honra e de se dar valor aquilo que se tem.

Com isso três oportunidades absolutamente diferentes uma da outra se tornaram concretas e eu tive que realmente me lançar num exercício de concentração, reflexão, aceitação e desencanação (isso mesmo esse último foi o mais importante para tomada de decisão) e colocar tudo na balança para medir qual seria a melhor escolha.

Como dizem que coisas diferentes não são comparáveis tive que, além das diferenças, vantagens e desvantagens de cada proposta, avaliar o quanto cada uma delas poderia contribuir para uma coisa em comum: a minha felicidade, a minha sensação de bem-estar e o mais importante, o quanto a oportunidade escolhida significaria uma melhoria geral para mim, para a empresa, para as pessoas em volta. E, para essa avaliação eu contei de novo, como em tantas outras vezes, com a ajuda e inspiração Divinas já que eu, mera mortal que sou, não tenho condições de tomar tão grandiosa decisão sozinha.

terça-feira, 29 de julho de 2008

CAPÍTULO 1 - A BÚSSOLA

Um grande ciclo da minha terminou quando eu sai do meu último emprego há 8 meses atrás, trocando um ambiente controlado e 'seguro' por aventura em São Paulo.

A idéia de viver São Paulo era uma questão que sempre estava presente por aqui, vez ou outra no meu coração e na minha mente, mas ela nunca tinha se declarado assim tão claramente.

Quando chegou a proposta de trabalhar em São Paulo, essa velha idéia veio a galope e eu não pude fazer nada além de aceitar e ir ver o que era essa grande cidade e suas infinitas possibilidades que encanta a tantas pessoas e que repudia a tantas outras.

Foi a melhor coisa que eu fiz. Ir para São Paulo, trabalhar em uma emprega gigantesca, num dos maiores centros de tecnologia do mundo e ver que o meu lugar não era lá.

E uma vez reconhecido que à minha vida eu quero dar mais paz, tranquilidade e satisfação da vivência das pequenas coisas do dia-a-dia, a melhor coisa que eu poderia fazer era voltar atrás e iniciar uma nova empreitada ao mercado de trabalho do interior.

Como é bom poder viver as experiências que a gente quer e poder decidir dar continuidade a elas ou não.

Se eu não tivesse arriscado ir para São Paulo eu jamais poderia afirmar com a certeza que afirmo hoje que lá não é o meu lugar. Não agora, por que dizem que a gente nunca deve dizer nunca, não é?

E graças a Deus e à cara de pau que ele me deu, começar de novo nunca foi um problema e com a ajuda da bússola da vida eu mirei em um novo objetivo e parti para cima ele, e seja o que Deus quiser. E o que Ele quiser me basta!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A BÚSSOLA, A BALANÇA E O FACÃO - Introdução

Não, esse não é mais um episódio das Crônicas de Nárnia, é, na verdade mais capítulo inteiro da minha vida que acaba de terminar.

E, antes que eu seja mal interpretada, isso é muito bom.

Os ciclos acabam e a gente vê com tanta clareza o que a gente quer da vida.

Quisera eu guardar a certeza e a calma desse momento em um vidro, bem protegido da luz e do calor, para manter essa sensação intacta e protegida.

Assim, da próxima vez que o turbilhão acontecer (e eles sempre voltam) pudesse consumir novamente esse deleite só para ter a certeza de que as coisas acabam sempre bem quando a gente se concentra em fazer sempre o melhor.

Essa história é contada em 5 etapas, já que isso aqui é um blog e por definição os textos precisam ser curtos, e eu vou publicar um capítulo por dia para que você volte aqui sempre até ver o final da história.

Será um happy end? Bom, você vai ter que ler até o final para descobrir.

COMEMORAÇÕES DE 93 ANOS DA VOVÓ GERALDA

sábado, 26 de julho de 2008

Não quero analgésico

Enquanto houver dor ainda haverá
pelo menos algum sentimento.
Quando a dor acabar, onde a gente estará?
Arf...nem acredito que essa semana terminou!
Aguardem a crônica,
a bússola, a balança e o facão!
Semana que vem, cinco capítulos, todos os dias aqui.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sabedoria Kung Fu Panda

"Às vezes o nosso destino aparece
justamente no caminho
que tomamos para evitá-lo"

e digo mais:
Se não fosse assim não seria destino, certo?
Mas talvez as coisas sejam assim mesmo
a gente dá voltas e voltas
e as coisas das quais fugimos
insistem em nos rodear...
/:-D/

terça-feira, 22 de julho de 2008

domingo, 20 de julho de 2008

Encontro feliz

Se "só quem foi ferido pode realmente curar" eu agradeco feliz a todos os meus algozes.
Talvez seja esse um perdao verdadeiro.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O pior cego é o que não quer ver

Talvez o maior desafio dos relacionamentos e da convivência seja entender que as atitudes dizem mais do que a fala.
Se deixar levar só pelo o que é dito e ignorar a atitude pode ser um erro grave.
Mas, às vezes, preferimos escolher avaliar aquilo que chegará à resposta que mais nos agrada.
Hora, conforme a nossa conveniência, damos mais valor ao que está sendo dito, hora damos valor de verdade às ações.
Tudo dependerá se a dedução que chegarmos será mais agradável à nossa vontade.
Mas como os fatos sempre se impõe e por mais que tentamos ignorá-los eles se esfregam na nossa frente, talvez o ditado: "O pior cego é o que não quer ver" pode ser uma das maiores sabedorias da humanidade.
Mesmo que a gente escolha, por hora, acreditar na sutileza das palavras, às vezes friamente planejadas, com o tempo nos veremos obrigados a encarar a dura realidade dos fatos.
Ou às vezes as palavras tentam nos persuadir de uma realidade feliz, deixando os fatos turvos, difícies de enxergar, e a opção pelas palavras facilmente acessíveis pode parecer o melhor negócio.
E, nessa hora, a gente tem dois caminhos a tomar: a quietude de encontrar enfim a verdade ou a tristeza de se sentir enganado, e com a terrível sensação de tempo valioso perdido, desperdiçado.
Assim então entra em cena aquele outro ditado que diz: "Eu posso não escolher o que sinto, mas com certeza posso escolher o que fazer a respeito".

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Soco no estômago

Ainda dói...

Se a vida é mesmo tão efêmera, a nossa busca por equilíbrio é ridícula...

No rádio tocava:

"Não estou disposto
a esquecer seu rosto de vez
e acho que é tão normal...
Dizem que sou louca
por eu ter um gosto assim...
Gostar de quem não gosta de mim..."

(Na rua, na chuva, na fazendo - Kid Abelha)

Acho que vou lançar o horóscopo do rádio...hahaha

terça-feira, 15 de julho de 2008

Encontro com amigos: Gerson, Chris, Patty e tio João Martinez

Uma vez por ano Chris e Gerson voltam para o Brasil da terras longínquas de Cingapura para visitar a terrinha e matar a saudade dos amigos...
E eu muito feliz e orgulhosa vou encontrar com eles a cada ano.
Colocar as notícias em dia, trocar figurinhas e jogar papo fora numa mesa de bar com amigos tão especiais não tem preço...
Esse dia já virou tradição e é tão esperado como outra data especial...tipo Natal, aniversário e Reveillon...
Pena que esqueci de fazer uma fotinha da gente junto dessa vez!!!

No rádio tocava:
"Eu não posso te ajudar
Esse caminho não há outro
Que por você faça
Eu queria insistir
Mas o caminho só existe
Quando você passa..."
(Acima do Sol - Skank)

"É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou..."

(Metamorfose ambulante - Raul Seixas)

domingo, 13 de julho de 2008

Alma lavada

Saber dar valor ao que se tem mesmo que isso não seja exatamente o que se quer...
Saber conquistar o que se quer acima do que os outros possam pensar...
Saber que o tempo é o senhor de todas as coisas, e que o que parece ser gigantesco na curta distância do hoje pode ficar cada vez menor na longa distância do passado...
Saber encarar os próprios medos em nome do que te fará feliz...
Naõ ter medo de arriscar, não deixar fazer o que o coração manda e acima de tudo, querer ser uma pessoa melhor a cada dia.

sábado, 12 de julho de 2008

Conto de Fadas

Conversando com a Mari sobre as coisas da vida,
concordando com a mensagem dela no MSN:
"A cada minuto que passamos com raiva, perdemos sessenta segundos felizes!"
percebemos que estamos no mesmo barco.
Por motivos diferentes mas com os mesmos sintomas: o bom e velho pântano no estômago de tanto sapo engolido (essa é da Márcia).
Estávamos em dúvida se afogávamos os sapos com um bom vinho ou com algo menos nobre, resolvemos dormir, pelo menos nos sonhos os sapos podem virar príncipes.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Voltando das minhas duas terapias: Thaís e Kung,
querendo chegar, querendo voltar,
no rádio tocava:

"Pisando fundo, acelerando tudo.
Exagerando, saindo do limite.
É o que eu te disse, eu sou assim.
Partindo pra cima, fugindo de mim.

Eu corro muito, eu vou pra todo lado.
Levando comigo, quem tá do meu lado.
É o que eu te disse. Eu sou assim.
Partindo pra cima, fugindo de mim.

Ah... Não perco o tempo, nem perco a hora.
Ah... Esse é o momento, a hora é agora.
Ah... Vivo cada instante. Não quero perder nada.
Ontem está distante, ficou lá atrás na estrada."


(Fugindo de Mim - Sideral)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Nostalgia

Eu estava baixando hoje umas fotos que já estavam fazendo aniversário na minha câmera digital e achei também três vídeos que eu gravei numa das apresentações do Jarbas no Bintje que eu nem lembrava que tinha feito!
Pena que devido à pouquíssima luz do bar não dá para assistir quase nada no vídeo, mas dá para ouvir muito bem.
Bom o que eu tenho a dizer é me fez muito bem achar esses vídeos e gastar o restinho da manhã ouvindo essas pérolas. (E ter o que escrever no Blog hoje...)
Como é bom achar essas coisas assim, tipo uma nota alta no casaco usado no último inverno ou o brinco que já tinha sido declarado com perdido para sempre escondido numa gaveta qualquer.
Que a gente não tem tudo o que quer e o que gosta nessa vida estou cansada de saber (mas cansada do que gostaria...), só que de repente a gente tem coisas que nos fazem tão bem e a gente não sabe, ou não lembra ou não se toca disso...
Nada como sempre estar mexendo nas coisas à procura de algo!
 
Só para dar água na boca, seguem aqui uns trechinhos (letras) das músicas que eu gravei:
 
Primeiro:
"Oh! sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que eu não acredito
Mais em você..."
(Vapor Barato - Zeca Baleiro)
 
Segundo:
"Eu não sei
Se vem de Deus
Do céu ficar azul
Ou virá
Dos olhos teus
Essa cor
Que azuleja o dia..."

(Azul - Djavan)
 
Último, com chave de ouro:
"All the love gone bad turned my world to black        (Todo amor virou mal levando o escuro para o meu mundo)
Tattooed all I see, all that I am, all I will be...yeah...  (Tatuando tudo o que eu vejo, o que eu sou e o que eu vou ser)
Uh huh...uh huh...ooh...  
I know someday you'll have a beautiful life                (Eu sei que você vai ter uma vida linda)
I know you'll be a star                                             (Eu sei que você vai ser uma estrela)
In somebody else's sky, but why, why, why               (No céu de outra pessoa, mas por quê?, por quê?...)
Can't it be, can't it be mine                                      (Por quê não pode ser no meu?)
(Black - Pearl Jam)

domingo, 6 de julho de 2008

Domingão a tarde,
voltando do cinema,
no rádio tocava:

"O amor te escapa entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O sol já vai se pôr no mar
Saber amar
Saber deixar alguém te amar
Há quem não veja a onda onde ela está
E nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio"


(Saber Amar - Paralamas do Sucesso)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Às vezes a gente tem um complexo de sofredor muito grande...hehehe...essa história de não mexer em time que está ganhando pode funcionar bem para o futebol, mas não necessariamente para a nossa vida...
A gente não precisa esperar uma coisa ficar ruim para mudar para alguma coisa melhor...
Acho que às vezes a gente cria experiência e lembranças ruins na nossa vida por que a gente 'estressa' e 'suga' uma situação até o fim...até ela ficar ruim...por que não parar de lidar com ela enquanto ela ainda é boa para mantê-la assim para sempre?
Isso é meio filosófico demais, mas o Einstei dizia que o tempo é relativo e que se vc foi feliz em algum momento da sua vida, do seu passado, esse passado ainda existe e então por isso, você ainda é feliz hoje!
...E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando sem voz aquele pedaço em que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois...
(Para uma menina com uma flor - Vinícius de Moraes)
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa...
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...

(Trechos de "O Pequeno Príncipe" - Exupery)

HOMENAGEM ÀS FLORES

HOMENAGEM ÀS FLORES
Rosa...

Livros lidos

  • Amanhecer - Stepheine Meyer (Dez 09)
  • Eclipse - Stepheine Meyer (Dez 09)
  • Lua Nova - Stephenie Meyer (Dez 09)
  • Crepúsculo - Stephenie Meyer (Dex 09)
  • Mentiras no Divã - Irvin Yalon
  • (Perdi alguns pelo caminho...)
  • O colecionador de ossos - Jeffery Deaver (Julho 2009)
  • Silêncio dos Amantes - Lya Luft (Julho 2009)

Livros que estão esperando para serem consumidos

  • Armas, germes e aço - Jared Diamond
  • Mentiras no Divã - Irvin Yalon
  • A Luta de Lance Armstrong
  • Estou escolhendo um do Milton Santos
  • Não é sorte - Eliyahu Goldratt

Arquivo do blog