Talvez o maior desafio dos relacionamentos e da convivência seja entender que as atitudes dizem mais do que a fala.
Se deixar levar só pelo o que é dito e ignorar a atitude pode ser um erro grave.
Mas, às vezes, preferimos escolher avaliar aquilo que chegará à resposta que mais nos agrada.
Hora, conforme a nossa conveniência, damos mais valor ao que está sendo dito, hora damos valor de verdade às ações.
Tudo dependerá se a dedução que chegarmos será mais agradável à nossa vontade.
Mas como os fatos sempre se impõe e por mais que tentamos ignorá-los eles se esfregam na nossa frente, talvez o ditado: "O pior cego é o que não quer ver" pode ser uma das maiores sabedorias da humanidade.
Mesmo que a gente escolha, por hora, acreditar na sutileza das palavras, às vezes friamente planejadas, com o tempo nos veremos obrigados a encarar a dura realidade dos fatos.
Ou às vezes as palavras tentam nos persuadir de uma realidade feliz, deixando os fatos turvos, difícies de enxergar, e a opção pelas palavras facilmente acessíveis pode parecer o melhor negócio.
E, nessa hora, a gente tem dois caminhos a tomar: a quietude de encontrar enfim a verdade ou a tristeza de se sentir enganado, e com a terrível sensação de tempo valioso perdido, desperdiçado.
Assim então entra em cena aquele outro ditado que diz: "Eu posso não escolher o que sinto, mas com certeza posso escolher o que fazer a respeito".
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