Sonhei hoje que estava numa excursão.
No começo era para algum trajeto que incluia roteiros culturais, uma coisa séria, com um monte de pessoas que eu não conhecia direito.
Conforme a hora foi passando, como se estivéssemos passando por fases num video game, a complexidade do passeio aumentava, as pessoas mudavam e os destinos ficavam cada vez mais difíceis de visitar.
Em um determinado momento, não sei se acabei fazendo algumas amizades ou encontrei pessoas amigas para um bate-papo numa escada enquanto tínhamos direito a alguns minutos de descanso. Sei que duas dessas pessoas arrumaram o cadarço do meu tênis para mim e eu fiquei feliz com isso, afinal eu estava adiando aquele ajuste desde que comprei o tênis.
Retomamos a sequência, nas próximas fases seria cada um por si e Deus por todos.
O trajeto foi ficando tão longo e a gente nunca sabia qual era o próximo desafio.
Esse que estava por vir era o mais delicado de todos e eu sabia que teria que usar inclusive de força e destreza física para passar por ele.
Estávamos sendo levados para um campo, uma fazenda, um lugar ermo, onde havia chuvido muito e o chão estava em pura lama e buracos. Parece que a chuva veio encomendada para aumentar o grau de dificuldade dessa etapa.
Eu sei que sempre levava comigo uma série de coisas, blusas, bolsas, acessórios.
Para iniciar essa etapa me sobravam: uma mochila média, um monte de bexigas infladas, o meu ursinho de pelúcia (o meu melhor e único companheiro) Larry e um vaso com um planta que um dia, se plantada, viraria uma grande árvore.
Na última triagem, decidi deixar as bexigas e a muda da árvore guardadas em meu nome para resgatá-las na volta. O Larry continuaria comigo.
Quando provei um pouquinho do desafio que estava por vir e as coisas já estavam sendo deixadas no caminho, resolvi voltar para trás correndo e deixar também o Larry.
A decisão foi difícil. Eu seguiria em frente sem ele. Estaria completamente só. Mas eu corria o risco de perdê-lo para sempre o que seria irreversível ou eu corria o risco de deixá-lo aqui onde ainda é seguro para resgatá-lo depois. E se eu demorasse e eles não guardassem direito as coisas? E se eles perdessem o Larry? E se outra pessoa pegasse ele? Ele é um ursinho velho e reformado quem ia se interessar?
Decisões tem que ser tomadas rapidamente então deixei o Larry guardado e fui, seguir o meu caminho de lama, buracos e outros desafios que sabe-se lá Deus o que me esperava.
Mas ao deixar o Larry para trás eu encarei o caminho com a certeza que faria de tudo para voltar e tê-lo de volta.
A imagem das minhas três coisas: a árvore, as bexigas e o Larry num canto me esperando ficou guardada na minha mente e a promessa de voltar era o que mais me importava agora.
****
Não sei o que o sonho quer dizer.
Alguém aí arrisca uma explicação?
"...e, já que não podemos nos manter sem Vós,
não nos negueis o Vosso socorro,
mas conduzi-nos para tempos mais felizes..."
não nos negueis o Vosso socorro,
mas conduzi-nos para tempos mais felizes..."
Quem sou eu
- Lonely Girl
- "Eis o melhor e o pior de mim: o meu termômetro, o meu quilate. Vem, cara, me retrate. Não é impossível eu não sou difícil de ler. Faça sua parte. Eu sou daqui, eu não sou de Marte. Vem, cara, me repara, não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim. Só não se perca ao entrar no meu infinito particular..."
sábado, 17 de janeiro de 2009
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...E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando sem voz aquele pedaço em que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois...
(Para uma menina com uma flor - Vinícius de Moraes)
(Para uma menina com uma flor - Vinícius de Moraes)
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa...
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...
(Trechos de "O Pequeno Príncipe" - Exupery)
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa...
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...
(Trechos de "O Pequeno Príncipe" - Exupery)
HOMENAGEM ÀS FLORES
Rosa...
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- Amanhecer - Stepheine Meyer (Dez 09)
- Eclipse - Stepheine Meyer (Dez 09)
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- O colecionador de ossos - Jeffery Deaver (Julho 2009)
- Silêncio dos Amantes - Lya Luft (Julho 2009)
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