Assim como os lugares que estão lá prontos para serem visitados, as pessoas estão por aí, prontas para serem conhecidas.
Assim como os lugares que precisam de vias de acesso para serem alcançados, as pessoas precisam de relacionamentos para fazerem uma parte da vida da outra.
Mas as pessoas, de tão diferentes que são, se parecem mais com dois países estrangeiros.
Não basta a vontade de um para que o caminho seja criado. Precisa da vontade dos dois.
Um país constrói até a sua fronteira o outro até onde vão suas margens. Os dois caminhos juntos permitem o acesso a cada uma das extremidades.
Com as pessoas é a mesma coisa.
Para que um relacionamento seja construído, qualquer um deles, é preciso que cada um construa o seu lado.
Talvez a família seja o primeiro núcleo de pessoas onde a construção da estrada é mais natural. A convivência de um jeito ou de outro permite que haja o interesse entre as partes, porém, para construir um caminho é preciso de muito mais do que concreto. É preciso engenharia, outros materiais e depois de pronto outra coisa muito importante vai ser imprescindível: a sinalização.
Caminho que não indica para onde vai e como deve ser percorrido é caminho perigoso e nós não queremos colocar as pessoas que gostamos em perigo, não é?
Como os relacionamentos é a mesma coisa e a engenharia é justamente o interesse mútuo e a aceitação do outro como ele é. Construir um caminho para destruir uma cidade e depois construir outra não é conquista é guerra.
E quando construído o laço é preciso que haja sinalização sobre esse caminho nas duas mãos. Pista boa é pista dupla, que permite que o caminho de ida e de volta seja confortável, acessível e seguro.
Seguro porque o caminho entre os dois extremos, no caso das pessoas, para mim é mais parecido com uma ponte, que liga dois lugares aparentemente inacessíveis e com algum obstáculo entre eles. A família, a sociedade, o trabalho, o tempo, o orgulho, o preconceito são obstáculos que existem entre as pessoas e que devem ser transpostos para que um bom relacionamento aconteça.
Eu construo pontes.
Com algumas pessoas eu construo um pedacinho e espero para ver se do outro lado o caminho também acontece. Se tudo der certo, um pouco de cada lado vai construindo o seu pedaço até que um dia a gente se encontra bem no meio, ao mesmo tempo.
Há pessoas que eu reajo. Eu espero para ver como será colocada a primeira estaca da ponte e só depois, faço a minha parte.
Porém, há pessoas, pouquíssimas delas (na verdade acho que esse empreendimento é grande para ter dois ao mesmo tempo), que eu faço questão de construir o meu lado da ponte. Eu quero que o caminho esteja pronto para que quando (e se) o outro lado decidir construir a sua ponte também, cheguemos ao meio bem mais rápido. Aliás, eu já estou lá esperando.
Manter um empreendimento assim é bem difícil. Requer tempo, paciência, dedicação, uma boa dose de desapego e de baixa expectativa - o que é antagônico, já que você não mantém um caminho meio terminado se você realmente não quer que ele seja completo.
Mas uma coisa é bem verdade.
Nínguém constrói o caminho do outro.
Essa é uma tarefa de cada um.
Não adianta invadir território alheio e forçar uma construção - o que para os práticos como eu é uma coisa bem difícil de entender e aceitar.
O limite de manter a sua parte funcionando sem invadir o outro lado é tênue. Difícil mesmo de ser administrado. Aí então a gente tem que contar com a diplomacia, contar que outro vai entender as suas intenções e perdoar qualquer mal entendido.
Diplomacia é a chave. Vontade é o segredo. Confiança é o alimento. Amor é a recompensa.
"...e, já que não podemos nos manter sem Vós,
não nos negueis o Vosso socorro,
mas conduzi-nos para tempos mais felizes..."
não nos negueis o Vosso socorro,
mas conduzi-nos para tempos mais felizes..."
Quem sou eu
- Lonely Girl
- "Eis o melhor e o pior de mim: o meu termômetro, o meu quilate. Vem, cara, me retrate. Não é impossível eu não sou difícil de ler. Faça sua parte. Eu sou daqui, eu não sou de Marte. Vem, cara, me repara, não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim. Só não se perca ao entrar no meu infinito particular..."
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...E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando sem voz aquele pedaço em que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois...
(Para uma menina com uma flor - Vinícius de Moraes)
(Para uma menina com uma flor - Vinícius de Moraes)
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa...
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...
(Trechos de "O Pequeno Príncipe" - Exupery)
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa...
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...
(Trechos de "O Pequeno Príncipe" - Exupery)
HOMENAGEM ÀS FLORES
Rosa...
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- Eclipse - Stepheine Meyer (Dez 09)
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