"...e, já que não podemos nos manter sem Vós,
não nos negueis o Vosso socorro,
mas conduzi-nos para tempos mais felizes..."

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"Eis o melhor e o pior de mim: o meu termômetro, o meu quilate. Vem, cara, me retrate. Não é impossível eu não sou difícil de ler. Faça sua parte. Eu sou daqui, eu não sou de Marte. Vem, cara, me repara, não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim. Só não se perca ao entrar no meu infinito particular..."

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sonho de consumo

Acho que quem me ouvir falar, e me conhecer, deve achar que eu estou enlouquecendo ou que algum ser alienígena ou não, se apossou do meu corpinho e mais, da minha mente.
Mas sim é verdade: eu deixaria de trabalhar para ser, digamos, madame.
Uma madame excêntrica e divertida talvez, mas uma madame, que tem da vida para fazer a administratação dos empregados, buscar filho na escola e ajudar a fazer lições, cuidar para que as coisas do marido estejam todas certas e que o jantar agrade.
Ler livros a tarde, participar de ações beneficientes, ir ao teatro e ao cinema com as amigas quando o livro acabou e quando uma ida ao shopping for providencial para adiquirir um outro detalhe que falta em casa.
Um conjunto de xícaras novas, um abridor de latas especial, roupa para as crianças, mais livros, cds e dvds para a coleção de domingo a tarde.
Planejar a viagem de férias com a família e a especial só do casal.
Ser responsável por controlar a economia doméstica e o soldo conquistado pelo marido para toda família com reportes semanais.
Pesquisar as melhores taxas e as melhores formas de investir o capital da família.
Não é a minha cara?
Porque trabalho para mim é sempre penoso...eu sempre me envolvo demais em problemas que não são meus.
Mas eu sou assim....eu preciso trabalhar por uma causa, nem que ela seja o próprio capitalismo. Sinceramente não me importa. Minha ideologia não vai tão longe assim...
O que eu não quero é trabalhar por causas veladas, como a política para manter aperências, como o bônus que o fulano quer ganhar no final do ano, como engordar os bolsos dos patrôes no início, meio e fim de mês.
Eu poderia até, conscientemente, topar alguma dessas missões, sim, eu também tenho que ganhar o meu dinheiro e manter um tanto de conforto e um pouco de prazer e uma ou outra viagem.
Talvez eu poderia até negociar a minha parte da política, do bônus e do suposto lucro, mas essa atmosfera de que você está trabalhando por algo maior que se mostra medíocre na primeira esquina, me incomoda profundamente.
Essa hipocrisia que parece sondar todos os negócios e todo o mundo profissional me tira o sono. Literalmente.
Das duas, uma: ou eu tenho que partir para a minha própria empreitada e bancar a minha própria hipocrisia (se esse é um vírus que ataca todos os empreendedores) ou eu tenho que fazer isso mesmo, achar um candidato a marido rico, ou alguém com sérias propensões a se tornar um em um espaço de tempo razoável...
Encontrar vai ser o problema, talvez o maior deles, mas pelo menos é um problema novo.

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...E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando sem voz aquele pedaço em que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois...
(Para uma menina com uma flor - Vinícius de Moraes)
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa...
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...

(Trechos de "O Pequeno Príncipe" - Exupery)

HOMENAGEM ÀS FLORES

HOMENAGEM ÀS FLORES
Rosa...

Livros lidos

  • Amanhecer - Stepheine Meyer (Dez 09)
  • Eclipse - Stepheine Meyer (Dez 09)
  • Lua Nova - Stephenie Meyer (Dez 09)
  • Crepúsculo - Stephenie Meyer (Dex 09)
  • Mentiras no Divã - Irvin Yalon
  • (Perdi alguns pelo caminho...)
  • O colecionador de ossos - Jeffery Deaver (Julho 2009)
  • Silêncio dos Amantes - Lya Luft (Julho 2009)

Livros que estão esperando para serem consumidos

  • Armas, germes e aço - Jared Diamond
  • Mentiras no Divã - Irvin Yalon
  • A Luta de Lance Armstrong
  • Estou escolhendo um do Milton Santos
  • Não é sorte - Eliyahu Goldratt

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